ETF (Exchange Traded Fund)
ETF (Exchange Traded Fund) é uma forma eficiente de investir em ações, que se destaca pela diversificação e baixo custo. Na prática, são fundos que representam índices e são negociados em bolsa de valores. Permitem acessar mercados amplos, sem a necessidade (e o custo) de comprar cada ativo individualmente.
Enquanto no Brasil os ETFs vão lentamente ganhando espaço, em economias desenvolvidas são ativos muito difundidos — nos Estados Unidos, são negociados desde 1993 e correspondem a mais de 2 trilhões de dólares investidos. O principal apelo dos ETFs está no baixo custo e na exposição a diferentes mercados e setores, o que faz do ativo uma opção interessante para compor carteiras diversificadas.
O que é ETF e em que ele investe?
Vamos supor que você pretenda investir uma parte da sua carteira em ações. Afinal, ações são um ativo representativo da economia brasileira e devem fazer parte de qualquer carteira diversificada. Mas você não é um especialista, não sabe exatamente de quais empresas comprar ações.
As três principais formas de solucionar esse problema e diluir os riscos seriam: investir em fundos de ações que tentam superar o índice; fundos de ações indexados; ou ETFs. A última alternativa é mais barata de todas — e justamente por isso muitos grandes investidores apostam nela como a melhor de todas também.
Você pode adquirir um ETF que seja composto por empresas do Índice Bovespa, ou que sejam boas pagadoras de dividendos, ou que representem o setor financeiro ou de consumo, entre outros (todos esses são exemplos de ETFs que temos hoje em nosso mercado).
No exterior, existem ETFs com as mais diferentes composições, não apenas ações. Representam dívidas de governos (títulos públicos), crédito privado, fundos imobiliários, setores industriais, de tecnologia, saúde, telecomunicações, energia… É possível investir em ativos dos Estados Unidos, Europa e Ásia com a mesma facilidade de comprar uma ação da Apple ou da Amazon.
Por lá, a maioria dos consultores de investimento aposta em ETFs para compor carteiras diversificadas e de baixo custo. Os ETFs também são o principal investimento sugerido pelos serviços de investimento automatizado, que propõem alocação sofisticada e rebalanceamento disciplinado com uso de consultores robôs.
ETFs no Brasil
No Brasil, esse mercado está crescendo por iniciativas do Banco Itaú (It Now!) e da maior gestora de recursos do mundo, a BlackRock (iShares). O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal também possuem ETFs listados na B3 (antiga BM&FBovespa).
O primeiro ETF brasileiro foi lançado em 2004, e hoje já estão disponíveis ETFs representando o Ibovespa, IBrX-100, Índice de Dividendos, Small Cap, S&P 500 (índice da bolsa norte-americana), entre outros, totalizando 15 veículos de investimento.
Como investir em ETF
No Brasil, o investidor precisa ter conta em uma corretora e comprar os ETFs na B3, via home broker. Se você já comprou e vendeu ações, o processo de comprar e vender ETFs é idêntico.
A liquidação ocorre no mesmo prazo das ações — três dias úteis após o dia de negociação. E a venda também segue a mesma sistemática de liquidação.
Grande parte dos ETFs hoje disponíveis no Brasil contam com a figura do formador de mercado: caso não haja compradores ou vendedores suficientes para dar liquidez ao ativo, um agente financeiro cumpre este papel, para garantir que você possa comprar ou vender, com facilidade, sem ter que pagar um valor descolado do índice.
Rentabilidade dos ETFs
A rentabilidade dos ETFs é dada pela variação positiva ou negativa dos ativos que compõem o índice ou setor representado.
Alguns papéis que integram os ETFs pagam dividendos, e eles são automaticamente reinvestidos. O gestor do ETF aplica os recursos dos dividendos na compra de novas ações, mantendo a proporção de aderência ao índice.
Parte da carteira de ações também pode ser alugada pelo gestor do ETF, o que gera uma receita adicional, revertida em favor dos investidores do ETF. Em alguns casos, esta receita cobre ou até supera a taxa de administração, tornando ainda mais eficiente o custo desse veículo de investimento.
Baixo custo dos ETFs
Quem compra ETFs como opção de investimento de longo prazo tem a redução de custos como aliada na construção patrimonial. Atualmente, os ETFs disponíveis no Brasil têm taxas de administração que variam de 0,059% a.a. (PIBB do banco Itaú) a 0,69% a.a. (Small Cap da BlackRock).
Comparados aos fundos de investimento em ações de gestão ativa, cujas taxas de administração podem variar de 1,5% a 3% a.a., há uma vantagem evidente. A tributação pelo Imposto de Renda é a mesma: 15% sobre o ganho de capital.
Como sempre falamos aqui na Vérios, atentar para os custos é importante. O futuro dos mercados é difícil de prever (ainda mais no caso de renda variável), mas o quanto você paga pelos seus produtos e serviços financeiros, é uma variável que você pode controlar.